Semente

Como não deixar registrado o que senti ontem? Como não transpor em palavras o que aconteceu em todo o país? Quero deixar registrado muito mais por mim e para mim do que por qualquer pessoa que possa ler e venha ler essas palavras. Quero crer que daqui algum tempo quando as mudanças realmente acontecerem eu possa voltar aqui e ler tudo e reviver cada arrepio que senti.

A era das redes. Grave muito isso, Maick. Favorite! (rs) É a era das redes que está tentando fazer algo diferente. É a era das redes que se mobilizou, se organizou, e saiu às ruas. É a tua era. Entende isso? Tua geração tá tentando fazer algo diferente. É é por isso que tu se mete, não é? Porque tu acredita que algo pode ser feito para melhor. Sempre acreditou. É foi isso que tu respondestes quando alguém te perguntou porque fostes no protesto, não foi? E tu também acredita na força da mobilização online. E que essa mobilização online, de pessoas inteligentes espalhadas por diversos cantos desse mundo, podem sim pensar, interagir, propor, pressionar e mostrar para os governantes o que deve ser feito. E essa geração saiu do online. E lógico que tu não podias ficar de fora.

No início de tudo, São Paulo e Rio de Janeiro deram as caras a tapa. Saíram às ruas para protestar. Protestaram. De maneira certa ou errada, protestaram. Por motivos difusos, protestaram. Protestaram e se sentiram acuados. Quem iniciou a violência, não sei. Pode ter sido os próprios manifestantes? Lógico que pode. Sempre há quem procure a violência ou ache que esse é o meio que vai justificar os fins. Pode ter sido a polícia? Lógico que pode também. Tu vistes em todos os telejornais o que estava acontecendo. Lestes em vários tweets, em vários posts, em vários perfis no facebook, em vários vídeos no youtube. A gota d’água foi o aumento do valor do transporte público. O tal dos R$ 0,20. Percebes, Maick? Gota d’água. Há um acúmulo de problemas sérios em todo o país, em todas as cidades. E esse acúmulo vem de anos atrás. Ano após ano acumulando problemas no transporte, na saúde, na educação, com corrupção. Essa foi só a gota d’água. Espero que quando tu (no caso, eu) fores ler isso mais no futuro que algo realmente tenha mudado e que tu não tenhas esquecido dos teus ideais que eu sei que tu corres atrás.

Após as primeiras manifestações, cresceu um basta que estava entalado na garganta de todos. Um basta para todos os desmandos políticos. Um basta para a roubalheira desenfreada. Um basta para o crime de se investir bilhões em uma Copa e deixar hospitais e escolas caindo aos pedaços. Um basta para a criminalidade gigantesca em nossas cidades. Um basta! Uma vontade de se manifestar. Uma vontade de se agigantar. De não fugir à luta. De sair do berço esplêndido. De sair às ruas. De gritar. De mostrar que não somos otários. De colocar a cara na rua e dizer que tem muita coisa errada e que todos estamos vendo e queremos fazer algo para mudar. E fizemos! Durante a manifestação, um dos gritos eram “saímos do facebook”. Que orgulho, Maick! Que orgulho! Tua geração se mobilizou online e deu o passo adiante. Ainda que tu acredite que é necessário um foco para que as manifestações tenham resultados concretos, te deu um imenso orgulho de ver aquela geração nas ruas, não foi? Te deu um imenso orgulho de estar ali, gritando e caminhando com todos. Pedindo por melhor transporte público, pedindo por melhor salários para professores, melhores salários para PMs naqueles gritos: “o professor vale mais que o Neymar”; “O PM vale mais que o Neymar”. Orgulho de protestar por um país melhor.

Sabes que ainda tem muito a se fazer. Sabes que muitos protestos devem acontecer. Sabes que muita cobrança tem de ser feita. Sabes que não vai ser fácil. Não, não vai. Mas um primeiro passo foi dado. Em uma contagem que fiz, 32 cidades brasileiras estavam com protestos agendados e mais 29 cidades espalhadas pelo mundo com protestos de apoio aos brasileiros. Dentre essas a tua Belém do Pará, tão maltratada por políticos e população. É por ela que tu lutas. É pelo estado do Pará que tu lutas. É pelo Brasil que faz valer tua voz nas ruas. Esse é o espírito de nação. Em teus 27 anos tu nunca presenciastes isso. Sempre ouviu as pessoas dizendo que não adiantava brigar, que não ia dar certo. Ainda escutas, não é mesmo? Mas tu se agarrou a uma analogia, não foi? A analogia da semente. Que as manifestações, essas primeiras, foram o desabrochar de uma geração inconformada, que não se sente representada por nenhum partido político, que está inquieta, que se mobiliza online e agora mostrou que vai às ruas. Essa semente que foi tratada com a inércia de anos atrás baixando a cabeça. Essa semente que agora precisa ser regada com inteligência, política e emocional. E tu queres estar no meio, não é? Eu sei que queres. Espero que quando tu voltes a ler isso, essa geração tenha dado o segundo, o terceiro e todos os passos adiante necessários. Força de vontade não falta. E tu tens de sobra. Espero que contagies o próximo para que mais pessoas se unam, se agigantem, e façam valer seus direitos. Boa sorte, Maick. Conto contigo.

#MudaBrasil #ChangeBrazil #BelemLivre #OGiganteAcordou #ProtestoBR

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Cerveja Para quem curte Star Trek se chama Vulcan Ale

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Em Star Trek, o povo do planeta Vulcano sempre teve a fama de ser pacífico e tranquilo. Tanto que foram os primeiros extraterrestres a fazer contato com a Terra. Agora, você consegue imaginar o Sr. Spock tomando uma breja ao lado do capitão Kirk? Pois é, esses canadenses…

O produto é uma criação da DeLancey Direct Incorporated com licenciamento da rede de televisão CBS/Paramount, detentora dos direitos da série.

A cerveja artesanal, do tipo Irish Red Ale e com teor alcoólico de 5,4% (uma cerveja tipo pilsen tem 4,5% de teor alcoólico, em média), a parte triste é que só está disponível em quantidades limitadas em algumas cidades do Canadá.

Se alguém for por lá, traz uma caixa pra mim? Pode ser?

Feedly absorve geral e vem com tudo por aí!

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Olá amigos , tudo bem?

Se você usa RSS provavelmente usa algum aplicativo para agregar seus RSS, acertei? Dã! Lógico, né? Google Reader é quase um morto-vivo e existe a chance de você usar algo que integre mobile, tablet e desktop, correto? Conhece o Feedly? Eu recomendo e tenho a coragem de dizer que ele pode mudar sua vida. Explico:

Confesso que eu usava o finado Google Reader, mas desde que fora anunciado a morte do serviço percebi que,além de mim, muita gente ficou meio que sem saber pra onde ir com seus feeds RSS.

Para se ter uma ideia, só foi sair o decreto da morte do Google Reader que o Feedly ganhou 500.000 novos usuários e começou a trilhar seu caminho para se tornar um verdadeiro gigante do RSS como? O Feedly vai se integrar com os apps Reeder, Nextgen Reader, gReader, Press e Newsify até o fim do mês.

Esse foi o fato que me fez apaixonar pelo leitor de RSS. Essa absorção de vários API’s já consolidados tem tudo para deixar o Feedly ainda mais fluido e amigável.

E tem mais, ouvi falar foi que, visando deixar as coisas mais fácies para quem vem do GReader, o Feedly transformou sua API em uma espécie de clone da API do Google Reader, e tudo indica que o mesmo acontecerá com os apps. O que nós ganhamos com isso? Estabilidade multiplataforma, eu espero.

Hoje, já existe a possibilidade de você segmentar por conteúdo de interesse ( como em qualquer leitor RSS), mas o que promete ser o grande diferencial deles será o seu próprio app incluindo busca, compartilhamento em grupo, tornando o mais rápido tanto em desktop quanto em mobile.

E você, o que acha do Feedly? Prefere outro?

Ontem, hoje ou amanhã?

“As criaturas de fora olhavam de um porco para um homem, de um homem para um porco e de um porco para um homem outra vez; mas já era impossível distinguir quem era homem, quem era porco.” (ORWELL, G. 1943)

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Gerenciador financeiro pessoal

Voltando às atividades bloguísticas. Vamos logo ao que interessa. Você gosta de gerenciar suas finanças pessoais? Ter o controle do seu saldo bancário, seus cartões de crédito, suas poupanças, seus investimentos, o que tem na carteira? Gosta de saber por qual “ralo” seu rico dinheirinho está se esvaindo? Então seu objetivo é, como eu, encontrar um gerenciador para ajudar nas finanças pessoais.

Já testei vários métodos de controle financeiro, desde caderninho (antes da “explosão” do mundo web. Sim, quando adolescente anotava os meus gastos em um caderninho), planilhas em excel, bloco de notas para as despesas diárias, e vários outros métodos. Com a chegada dos smartphones, vieram os aplicativos. E nesse quesito, também já testei vários. Hoje estou com o MoneyWiz.

O Moneywiz é um aplicativo para iphone, ipad e mac para ajudar você a gerenciar suas finanças pessoais. Um dos grandes problemas nos gerenciadores financeiros e nos nossos controles diários são os pequenos gastos do dia-a-dia. Aqueles R$ 5,00 que você comprou um refrigerante; R$ 10,00 que você tirou da carteira para pagar o estacionamento; Aquele lanche da tarde, e outros são os pequenos gastos que geralmente não controlamos e por onde o dinheiro se esvai rapidamente sem percebermos. O que é necessário então que os gerenciadores financeiros pessoais tenham? Sincronização rápida e funcional e uma interface simples, para que você possa adicionar um gasto do dia-a-dia de maneira rápida e que depois, ao abrir o notebook, esteja tudo lá para uma análise mais acurada.

Vários outros aplicativos que testei tinham na sincronização um dos grandes problemas. Precisavam de uma sincronização manual para que os dados do celular fossem para o notebook e vice-versa. Com uma conta na nuvem, isso não é mais necessário. No Moneywiz a sincronização é um dos pontos que mais me agradou. Rápida! E sem precisar de acionamento manual.

O outro ponto que destaquei como altamente relevante: a simplicidade da interface. Você pode criar várias contas (caixa, banco, cartões, poupança, investimento), criar orçamentos e controlar o quanto você já gastou e o quanto você pode gastar em determinada categoria, gerar relatórios de categorias e agendar receitas e despesas para não perder a data de uma conta ou para programar a data de recebimento do seu salário ou outras receitas. Um aplicativo bem intuitivo e com uma interface atraente.

Como ponto negativo, ao agendar uma receita ou uma despesa e se uma dessas acontecer antes da data programada a baixa da despesa ou da receita fica com a data registrada e não do ato, mas isso não interfere em nada. O Moneywiz tá na AppStore. E por aí, qual aplicativo estão usando?

Audi inaugura loja ao estilo Vingador do Futuro

Audi City

Se você está pensando que na loja terá mulher com três seios, pensou errado.  Assim como nesse clássico do cinema, o 3D está de volta para ajudar as nossas vidas. A novidade, chamada Audi City, se diferencia por não contar com os modelos expostos fisicamente. Para mostrar seus carros aos clientes, a fabricante alemã utiliza imagens em 3D ( espero que não seja o 3D do Duke Nuke “3D”).

Segundo a Audi, graças a tecnologia multimídia é possível exibir em um único local e, pela primeira vez, a linha completa de veículos, incluindo todas as cores, opções de equipamentos e versões. Vale destacar que as imagens seguem o tamanho real de cada veículo.

Deixo aqui, meus(não esta pessoal?) parabéns à AUDI por pensar à frente, que com uma forma até que simples, conseguiu resolver um grande problema das lojas físicas; o de depender de estoque para atender à demanda dos clientes. Acredito que não devemos nunca subestimar a nossa capacidade de resolução de problemas.

Com a tecnologia temos a extensão do corpo e a liberdade da mente, ciência e tecnologia representam a vitória do homem sobre nossas limitações animais.

Você acha que lojas como essas, independente do segmento, são tendências para os próximos anos? COMENTA AI!

A Utopia e o “Pensar fora da caixa”

No princípio era o verbo. Mover-se de forma confortável pelo infinito mar azul. Construir um iate que se assemelhase a uma residência. Quem aí pensou em uma arca idêntica a de Noé levante a mão ( o/ ). Mas não meus amigos, o pessoal do BMT Nigel Gee teve, o que pra mim foi exemplo de vida sobre como pensar fora da caixa, eles criaram o Utopia.

O briefing era simples: “um imóvel flutuante que pudesse ser movido entre boas locações’. Até então o simples e o simplório poderiam estar juntos na realização dessa tarefa, basta fazer uma casa em cima de um barco. Elementar para quem tem no sangue a incapacidade de pensar que podemos fazer de outro jeito, que podemos pensar fora da caixa, porque não fazer diferente? A idéia do iate Utopia nasceu a partir do momento em que eles concordaram que o design nao deveria ser, necessariamente, igual ao de um iate tradicional.

Como vemos na figura e no vídeo, o design do Utopia foge dos padrões náuticos vistos até então. Medindo 100 metros de largura e com quatro, gigantes, pernas, o Utopia inova no segmento marítimo e abre nossa mente para a criatividade sensorial, fazer bem o simples é bom, mas e fazê-lo de forma funcional é melhor ainda.

Uma centelha de criatividade, a utopia de realizar-se, de “olhar do lado de fora’, a necessidade de fazer diferente. Tudo isso faz parte, ou pelo menos deveria, da evolução do ser. Como diz o poeta do Orkut:”Sem saber que era impossível, ele nem foi lá”. Não adianta focarmos no sucesso se não temos o amor pela vitória de chegar lá. Para mim, o Utopia é a prova de que não precisamos ser os melhores, basta não sermos sempre os mesmos.

[NOTA DO EDITOR]: O autor do post estava inspirado. Ou fumou alguma coisa, ou anda reflexivo… sei lá.

Windows Remix

Olá mamíferos,

Muita gente ainda hoje usa o maravilhoso, leve e brega Windows XP para seu dia-a-dia. Já ouvi boatos de que na verdade não existe Windows XP Original, ele foi divulgado via Torrent pelo Pirate Bay. Já vi gente fazendo temas absurdamente pesados com fotos de mulher pelada ou sons de gemido no lugar do maravilhoso “PAM!” quando dá erro.

Já vi até camisas para a tão vista e odiada Tela Azul da Morte (Quando o Windows inventa, sem motivo algum, te fazer uma sacanagem. Geralmente ele espera você estar jogando há umas 3 horas seguidas ou concluindo seu TCC sem ter salvo nada). Mas utilizar sons e imagens (que sempre me deram raiva) para fazer uma musica boa e dançante foi genial.

Skynet na Robotech

Olá mamíferos,

Cerca de 300 empresas estão participando desde quarta (30/11) da feira Robotech, em Tóquio, uma das maiores do mundo em seu setor. Nessa edição da feira são apresentados dispositivos robóticos (dããã!) para oferecer possíveis soluções para a terra natal do Jaspion, pelas seqüelas da catástrofe sofrida em 11 de março.

Até aí tudo bem. Tudo muito lindo! Uma causa nobre e muito digna (chego a comparar ao Mega Man), porém dois protótipos me chamaram muito a atenção nesse vídeo. Vamos agora realizar a análise situacional de cada um dos dois:

1 – Baby doll que recarrega a bateria do celular! ( WHAT???)

Skynet na robotech

Tá bom! Digamos que você, o que eu duvido muito, resolva adotar essa modalidade bizarra de levantar a bandeira da sustentabilidade. Lá está a sua pessoa dentro do ônibus LOTADO e jogando Angry Birds enquanto escuta música. Sua bateria vai pro saco, aí o que você faz? TADÃAAN. Simples! É só plugar seu celular à sua roupa (quero acreditar que não seja a sua primeira camisa. Se for comprar uma dessas, POR FAVOR use algo menos idiota por cima ok?) e esperar, calma e pacificamente, que seu celular recarregue antes de você chegar à sua parada. Legal né? Agora imagina a cara do seu Nonô aí no banco do seu lado, te olhando e vendo essa presepada? Vamos para o próximo…

2 – O braço do Exterminador do futuro está a venda!

Volte pro vídeo e pare em 0:14.

Santo Deus

E você achando que a Skynet era pura fantasia…

[NOTA DO EDITOR]: Tô com a mesma cara do meme acima…

A marca de São Paulo

Uma marca para a cidade de São Paulo. Já que temos uma marca para o Brasil, porque não para uma cidade? O órgão de turismo da cidade de São Paulo – SPTuris estabeleceu o desafio de construção da marca. Os objetivos que a marca deveria atingir eram: valorizar diferenças, mostrar contrastes e respeitar culturas que transcendem a principal capital do Brasil.

O vermelho – MASP; O amarelo – Liberdade; O verde – parque Ibirapuera; Os azuis – Avenida Paulista e rios da cidade.

O que é mais importante, para mim, é que a cidade ganhando uma marca, deixa-se de divulgar esse ou aquele governo. Acaba-se com a mudança de cores a toda nova entrada de governantes. Um ponto muito positivo para a gestão pública que reduz gastos desnecessários. Sem contar que padroniza-se os investimentos turísticos em prol da cidade. Facilita a divulgação da cidade para a atração de turistas. Melhora a visibilidade. E ainda tem possibilidade de receitas com produtos licenciados. Curtiram a marca? Acredito que outras cidades mereçam isso, hein?

Fonte: Meio & Mensagem

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