Aborto

Estou totalmente sem tempo de fazer novos post’s aqui no blog por conta do final do semestre se aproximando e a carga de atividades no mestrado aumentando cada dia mais. Prometo voltar e me organizar e postar no blog novamente. O post de hoje foi gerado porque recebi um vídeo de uma amiga do mestrado sobre a campanha da Igreja Católica contra o PT, baseado nas alegações da Dilma, em 2007, defendendo a legalização do aborto (alegações essas que hoje ela, a Dilma, diz que não são verdadeiras). Vou então emitir minha opinião e o faço por aqui pois o blog tem o meu nome e, portanto é um posicionamento meu. Quem quiser ser a favor ou contra, sinta-se a vontade pois somos uma democracia, não?

Atenção padres, eu sou católico, mas a questão do aborto é, para mim, muito mais social do que religiosa. Eu só defendo o aborto em uma única situação: gravidez advinda do estupro. Sr. padres e sarcedotes, se vocês tivessem filhas e essas (que Deus as guarde) fossem estupradas e dessa relação forçada surgisse um filho, o que fariam? O qual traumatizada seria a mãe dessa criança, por saber que seu filho foi gerado de um estupro? O quão traumatizada seria a criança, por saber que foi gerada de um estupro? Nesse, e somente nesse caso, eu defendo o aborto. Ponto Final.

Qual a opinião de vocês?

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Sobre Maick Costa

Stay hungry, stay foolish

Publicado em 24/10/2010, em Sem categoria. Adicione o link aos favoritos. 4 Comentários.

  1. Eu tenho outra opinião, mas é longa e te falo no próximo happy hour!

    Bj

  2. Então,

    Aborto é uma coisa complicada porque envolve entender quando começa a vida. E definir isso juridicamente. Entrar nessa seara é complicadíssimo porque cada um diz uma coisa. Como nossas normas de direito não são “direto de costume”, mas sim direito herdado do império Romano, em tese não daria para fazer uma lei com base nisso…

    Mas, de certa forma eu acredito no direito consuetudinário. E assim, nós não enterramos fetos, Não celebramos fetos. Fetos não têm direito a seres atores de um processo legal. Não têm direito à herança. Como não seres sociais, não podem ser considerados pessoas. Esse é um dos motivos pelos quais eu acredito que um feto, apesar de ser ser humano, não é pessoa humana.

    Se um feto não é pessoa humana, ele é uma unidade “menor” em importância que a mãe, que é pessoa humana. Sendo assim, é uma questão de pesar, moralmente, todo o processo doloroso que é uma gravidez indesejada para a mãe, quais os sonhos que ela vai ter de abandonar, o que ela vai ter de deixar de fazer, todas as decepções e as decisões difíceis, enfim, a felicidade da mãe x a existência do feto. É a existência de um ser humano x a felicidade de uma pessoa humana.

    E isso você reconhece quando diz que é a favor do aborto quando a mulher é vítima de violência. Ok, entramos em um acordo.

    Só que você dá menos peso para a felicidade da mulher quando ela não foi estuprada e sim fez sexo consentido, o que é julgar moralmente o ato da relação sexual como “imoral”, como se o feto então seria o fardo, a culpa que ela teria que assumir por tal ato imoral. Isso está na cabeça da gente porque fomos (sendo religiosos ou não) criados sob uma moral católica, na qual a mulher é a culpada por ter incitado o homem ao pecado original. Ou seja, como ela “pecou” a felicidade vale menos do que se ela não tivesse “pecado”.

    Só que a dor não pode ser medida e não dá para dizer se a dor (ok, existem escalas, mas não vamos entrar nesse mérito) de uma gravidez indesejada é maior ou menor quando vem de estupro ou de sexo consentido.

    Assim, apoiar o aborto em caso de estupro e não em outros casos é basicamente taxar “pecadora, você merece!” na cara de uma mulher só porque ela fez sexo.

    Em tempo: eu acho que tem que ter limite sim para interromper a gravidez. Acho que dizem que 3 meses é o tempo certo, porque o feto ainda não está totalmente formado.

    Em tempo 2: ser a favor do aborto não significa que eu não respeite a religião dos outros. Cadum cadum, só acho que argumento religioso não deveria valer em caso de formulações de leis.

    Bjokas.

    • Entendo seu ponto. =] Opa, calma. Só tinha lido a primeira parte da resposta. Não entendi como você coloca o meu posicionamento de taxar o sexo como imoral e de culpa exclusiva da mulher? Não tenho essa opinião. Fez sexo, engravidou, foi consentido. Assumam ambos, o homem e a mulher e que tenham o filho, porque aí não aceito o aborto mesmo que a gravidez seja indesejada. =]

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