Cotas raciais

Entrando em um tema polêmico, hein Maick? Minha opinião é muito clara a respeito de cotas raciais: desnecessária e incentiva a discriminação. Não devem existir cotas raciais, e sim cotas econômicas, pois a condição econômica sim, prejudica o desenvolvimento da pessoa. Porque? Principalmente por causa do acesso a uma boa educação. Não interessa se a pessoa é branca ou negra, se não tem condições de ter acesso a uma boa educação, sofrerá no decorrer da sua vida.

Na revista Veja dessa semana, Walter Williams, norte-americano, economista, afirma que as ações afirmativas prejudicam os negros ao reforçar estereótipos de inferioridade. Para Walter, a liberdade econômica é a “arma” contra a desigualdade social. Vou colocar alguns trechos da entrevista dele concedida à Veja:

“Os negros, em geral, estão muito melhor agora do que há meio século. Mas os negros mais pobres estão pior.”

“Houve um tempo em que não existiam jogadores de basquete negros nos Estados Unidos. Hoje, sem cota racial nem ação afirmativa, 80% são negros. Por quê? Porque são excelentes jogadores. Se os negros tiverem a mesma habilidade em matemática ou ciência da computação, haverá uma invasão deles nessa área. Para isso basta escolas, boas escolas, grandes escolas. Há um aspecto em que as ações afirmativas são até prejudiciais. Thomas Sowell, colega economista, tem um estudo excelente sobre o assunto. Mostra como os negros se prejudicam com a política de cotas raciais criada pela disputada escola de engenharia do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), uma das mais prestigiosas instituições acadêmicas dos Estados Unidos. Os negros recrutados pelo MIT estão entre os 5% melhores do país em matemática, mas mesmo assim precisam fazer cursos extras por alguns anos. Isso acontece porque os brancos do MIT estão no topo em matemática, o 1% dos melhores do país. Os negros, mesmo sendo muito bons, estão abaixo do nível de excelência do MIT. Mas eles podiam muito bem estudar em outras instituições respeitáveis, onde estariam na lista dos candidatos a reitor e sem necessidade de cursos especiais. Por causa de ações afirmativas, muitos negros estão hoje em posição acima do seu potencial acadêmico.”

“A melhor coisa que os brasileiros poderiam fazer é garantir educação de qualidade. Cotas raciais no Brasil, um país mais miscigenado que os Estados Unidos, são um despropósito. Além disso, forçam uma identificação racial que não faz parte da cultura brasileira.”

“O baixo número de físicos, químicos ou estatísticos negros nos Estados Unidos não resulta da discriminação, mas da má formação acadêmica, que, por sua vez, também não é produto da discriminação racial.”

A entrevista do Walter Williams, mostra qual é caminho: educação. É isso! E antes que alguém venha dizer algo sobre o entrevistado da Veja, ele é negro.

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Sobre Maick Costa

Stay hungry, stay foolish

Publicado em 07/03/2011, em Sem categoria e marcado como , , , . Adicione o link aos favoritos. 4 Comentários.

  1. Também compartilho a ideia de que as cotas apenas incentivam a discriminação. Também vi a entrevista e concordo plenamente no que diz respeito a educação, se esta fosse tratada da maneira correta, certamente não seria preciso qualquer tipo de cota para a entrada de estudantes nas universidades.
    Fica aqui meu apoio 🙂
    Beijos

  2. Andre Luis Souza Azevedo

    Muito boa a sua colocação Maick. A cota acirra a disputa, enaltecendo a discriminação. O problema é que a educação não é tratada como algo fundamental para o desenvolvimento do nosso país (ou povo). Desde os primórdios da educação brasileira, podemos verificar que ela é amplamente excludente. Infelizmente, ainda podemos ver reportagens de como é tratado nosso povo e a educação que recebemos. Qualquer cota, seja econômica ou racial, é conflitante. A elite não se abnega o direito que lhe foi concedido a partir do século XIX, enquanto isso os demais não estão dispostos a passar em branco.

    • Temos o exemplo da Coréia, André. Em menos de 30 anos, a Coréia deu um salto de desenvolvimento dando prioridade à educação e ultrapassando diversos países, inclusive o Brasil.

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