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Por Maick Costa

Semente

Como não deixar registrado o que senti ontem? Como não transpor em palavras o que aconteceu em todo o país? Quero deixar registrado muito mais por mim e para mim do que por qualquer pessoa que possa ler e venha ler essas palavras. Quero crer que daqui algum tempo quando as mudanças realmente acontecerem eu possa voltar aqui e ler tudo e reviver cada arrepio que senti.

A era das redes. Grave muito isso, Maick. Favorite! (rs) É a era das redes que está tentando fazer algo diferente. É a era das redes que se mobilizou, se organizou, e saiu às ruas. É a tua era. Entende isso? Tua geração tá tentando fazer algo diferente. É é por isso que tu se mete, não é? Porque tu acredita que algo pode ser feito para melhor. Sempre acreditou. É foi isso que tu respondestes quando alguém te perguntou porque fostes no protesto, não foi? E tu também acredita na força da mobilização online. E que essa mobilização online, de pessoas inteligentes espalhadas por diversos cantos desse mundo, podem sim pensar, interagir, propor, pressionar e mostrar para os governantes o que deve ser feito. E essa geração saiu do online. E lógico que tu não podias ficar de fora.

No início de tudo, São Paulo e Rio de Janeiro deram as caras a tapa. Saíram às ruas para protestar. Protestaram. De maneira certa ou errada, protestaram. Por motivos difusos, protestaram. Protestaram e se sentiram acuados. Quem iniciou a violência, não sei. Pode ter sido os próprios manifestantes? Lógico que pode. Sempre há quem procure a violência ou ache que esse é o meio que vai justificar os fins. Pode ter sido a polícia? Lógico que pode também. Tu vistes em todos os telejornais o que estava acontecendo. Lestes em vários tweets, em vários posts, em vários perfis no facebook, em vários vídeos no youtube. A gota d’água foi o aumento do valor do transporte público. O tal dos R$ 0,20. Percebes, Maick? Gota d’água. Há um acúmulo de problemas sérios em todo o país, em todas as cidades. E esse acúmulo vem de anos atrás. Ano após ano acumulando problemas no transporte, na saúde, na educação, com corrupção. Essa foi só a gota d’água. Espero que quando tu (no caso, eu) fores ler isso mais no futuro que algo realmente tenha mudado e que tu não tenhas esquecido dos teus ideais que eu sei que tu corres atrás.

Após as primeiras manifestações, cresceu um basta que estava entalado na garganta de todos. Um basta para todos os desmandos políticos. Um basta para a roubalheira desenfreada. Um basta para o crime de se investir bilhões em uma Copa e deixar hospitais e escolas caindo aos pedaços. Um basta para a criminalidade gigantesca em nossas cidades. Um basta! Uma vontade de se manifestar. Uma vontade de se agigantar. De não fugir à luta. De sair do berço esplêndido. De sair às ruas. De gritar. De mostrar que não somos otários. De colocar a cara na rua e dizer que tem muita coisa errada e que todos estamos vendo e queremos fazer algo para mudar. E fizemos! Durante a manifestação, um dos gritos eram “saímos do facebook”. Que orgulho, Maick! Que orgulho! Tua geração se mobilizou online e deu o passo adiante. Ainda que tu acredite que é necessário um foco para que as manifestações tenham resultados concretos, te deu um imenso orgulho de ver aquela geração nas ruas, não foi? Te deu um imenso orgulho de estar ali, gritando e caminhando com todos. Pedindo por melhor transporte público, pedindo por melhor salários para professores, melhores salários para PMs naqueles gritos: “o professor vale mais que o Neymar”; “O PM vale mais que o Neymar”. Orgulho de protestar por um país melhor.

Sabes que ainda tem muito a se fazer. Sabes que muitos protestos devem acontecer. Sabes que muita cobrança tem de ser feita. Sabes que não vai ser fácil. Não, não vai. Mas um primeiro passo foi dado. Em uma contagem que fiz, 32 cidades brasileiras estavam com protestos agendados e mais 29 cidades espalhadas pelo mundo com protestos de apoio aos brasileiros. Dentre essas a tua Belém do Pará, tão maltratada por políticos e população. É por ela que tu lutas. É pelo estado do Pará que tu lutas. É pelo Brasil que faz valer tua voz nas ruas. Esse é o espírito de nação. Em teus 27 anos tu nunca presenciastes isso. Sempre ouviu as pessoas dizendo que não adiantava brigar, que não ia dar certo. Ainda escutas, não é mesmo? Mas tu se agarrou a uma analogia, não foi? A analogia da semente. Que as manifestações, essas primeiras, foram o desabrochar de uma geração inconformada, que não se sente representada por nenhum partido político, que está inquieta, que se mobiliza online e agora mostrou que vai às ruas. Essa semente que foi tratada com a inércia de anos atrás baixando a cabeça. Essa semente que agora precisa ser regada com inteligência, política e emocional. E tu queres estar no meio, não é? Eu sei que queres. Espero que quando tu voltes a ler isso, essa geração tenha dado o segundo, o terceiro e todos os passos adiante necessários. Força de vontade não falta. E tu tens de sobra. Espero que contagies o próximo para que mais pessoas se unam, se agigantem, e façam valer seus direitos. Boa sorte, Maick. Conto contigo.

#MudaBrasil #ChangeBrazil #BelemLivre #OGiganteAcordou #ProtestoBR

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Cerveja Para quem curte Star Trek se chama Vulcan Ale

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Em Star Trek, o povo do planeta Vulcano sempre teve a fama de ser pacífico e tranquilo. Tanto que foram os primeiros extraterrestres a fazer contato com a Terra. Agora, você consegue imaginar o Sr. Spock tomando uma breja ao lado do capitão Kirk? Pois é, esses canadenses…

O produto é uma criação da DeLancey Direct Incorporated com licenciamento da rede de televisão CBS/Paramount, detentora dos direitos da série.

A cerveja artesanal, do tipo Irish Red Ale e com teor alcoólico de 5,4% (uma cerveja tipo pilsen tem 4,5% de teor alcoólico, em média), a parte triste é que só está disponível em quantidades limitadas em algumas cidades do Canadá.

Se alguém for por lá, traz uma caixa pra mim? Pode ser?

A marca de São Paulo

Uma marca para a cidade de São Paulo. Já que temos uma marca para o Brasil, porque não para uma cidade? O órgão de turismo da cidade de São Paulo – SPTuris estabeleceu o desafio de construção da marca. Os objetivos que a marca deveria atingir eram: valorizar diferenças, mostrar contrastes e respeitar culturas que transcendem a principal capital do Brasil.

O vermelho – MASP; O amarelo – Liberdade; O verde – parque Ibirapuera; Os azuis – Avenida Paulista e rios da cidade.

O que é mais importante, para mim, é que a cidade ganhando uma marca, deixa-se de divulgar esse ou aquele governo. Acaba-se com a mudança de cores a toda nova entrada de governantes. Um ponto muito positivo para a gestão pública que reduz gastos desnecessários. Sem contar que padroniza-se os investimentos turísticos em prol da cidade. Facilita a divulgação da cidade para a atração de turistas. Melhora a visibilidade. E ainda tem possibilidade de receitas com produtos licenciados. Curtiram a marca? Acredito que outras cidades mereçam isso, hein?

Fonte: Meio & Mensagem

Brasil…sil…sil…sil!!!

Brasil, 31ª marca mais forte do mundo. A consultoria FutureBrand – que mede a credibilidade da imagem do país no mundo – divulgou o Country Brand Index (Índice de marca do país) mostrando que o nosso país tupiniquim saltou da 41ª posição para a 31ª posição entre 113 países. Itens como qualidade de vida, facilidade para geração de novos negócios, consciência ambiental, turismo, cultura, liberdade política, tolerância, sistema jurídico e liberdade de expressão são avaliados pela consultoria. O maior crescimento entre os 50 primeiros. Entre os BRICS (Brasil, Rússia, India, China e África do Sul) o Brasil ocupa a 2ª colocação, atrás apenas da India, entretanto foi o único país que subiu de posição na tabela. Copa de 2014 e Olimpíadas de 2016 atraíram e atrairão muitos investimentos, valorizando o Real, o que faz com que o país seja melhor avaliado. O que isso significa? Vamos todos poder comprar nossos PS3 por R$ 400,00? Calma gente. (Bem que eu queria =[ ). Abaixo segue o ranking completo dos 113 países.

Essa melhora na reputação do Brasil faz com que a atenção do mundo se volte para cá. Estamos vendo um outro grande movimento de grandes empresas em direção ao Brasil: Netflix, Amazon, Apple (com rumores de uma App Store brasileira), Sephora (empresa francesa de cosméticos que planeja aportar aqui em 2012), Kirin (empresa japonesa que comprou a Schin) e muitas outras. Isso cada vez mais mostra a força do país. Lógico que temos toda aquele discusso de “ah, mas temos muitos problemas, corrupção, blá, blá, blá”. Sim, verdade. Temos. E acredito que sempre vamos ter. Mas a pujança econômica do Brasil está nos levando a patamares mais altos. (Nunca antes na história do país) E pressões internacionais por melhor governança pública e privada virão com essa melhora de imagem. Todo sucesso, tem seu preço.

Fonte: Meio & Mensagem; FutureBrand

Amazon mais forte no Brasil

A força da economia brasileira aumenta cada dia mais. Com isso, investidores injetam mais e mais “bufunfa” na nossa terrinha. Dessa vez, a gigante do varejo online norte-americano vai chegar “com os dois pés” em solo tupiniquim. O poder de compra do e-commerce brazuca está nas mãos de 27,4 milhões de brasileiros que compram produtos e serviços online. Com as editoras cada vez mais negociando direitos de livros junto à Amazon, a empresa decidiu disponibilizar versões dos livros em português para Kindle, competindo assim com as grandes varejistas daqui, como a Saraiva. Além disso, a Amazon está contratando um gestor de vendas do Kindle que ficará localizado em São Paulo, para atuação local. Web services e servidores da Amazon também vão se instalar no Brasil, mostrando que não é somente no setor de livros que a empresa está entrando no país.

A mesma pergunta feita no The Next Web é a que eu já me fazia ao começar a ler a notícia: e a logística? Vão mandar os produtos de lá ou vão adquirir um player local? De qualquer forma, isso só mostra a força cada vez mais crescente da economia brasileira. Isso também forçará as empresas locais a se desenvolverem melhor e mais rapidamente para enfrentar a concorrência elevada. Melhor para nós, consumidores, que teremos amplas opções de compras.

Vi no The Next Web

Empresas e redes sociais

As marcas devem estar presentes nas redes sociais, mas sem serem frias e comerciais, e sim dispostas a dar a cara para bater.

Genaro Galli, coordenador dos cursos de pós-graduação da ESPM-Sul e palestrante da HSM Expo Management 2011

As empresas não devem utilizar as redes sociais para uma comunicação de mão única. As redes sociais devem ser utilizadas para interagir com os consumidores (seguidores, fãs, leitores e afins). Interagir, conversar. Isso é fundamental para entender o comportamento do consumidor. Entender suas necessidades e quem sabe até prever necessidades futuras. As empresas tem receio porque, com as redes sociais, o peso da balança de barganha saiu das mãos das empresas e passou para as mãos do consumidor. Pesquisas recentes no Estadão e na Folha deram conta de que reclamações no twitter são mais eficazes que o Procon. 8 mil vezes mais eficaz! É disso que as empresas tem medo. Essa “força” do consumidor que expõe as deficiências das empresas a todo mundo.

Assumindo um outro ponto de vista, as empresas tem de utilizar isso para um processo de melhoria contínua muito mais forte, muito mais eficiente. Com as redes sociais a empresa consegue fãs verdadeiros. Com as redes sociais a empresa conversa de verdade com os consumidores. As empresas tem de sair do seu pedestal, tornarem-se humildes (lógico, sem fazer TUDO o que os clientes querem, porque tem cliente que vai utilizar essa “força” e ser desleal) e serem cada vez mais competitivas.

Leia mais na HSM

Garçon, me vê uma Kirin bem geladinha

A empresa japonesa de cervejas Kirin desembolsou cerca de R$ 4 bilhões pelo controle acionário da cervejaria brasileira Schincariol. Um movimento contrário ao que estávamos acompanhando com outras empresas brasileiras sendo players mundiais importantes, como Vale, Ambev, etc. O controle acionário da cervejaria brasileira está em uma disputa judiciária onde havia uma liminar que suspendia a compra de 50,45% das ações dos majoritários da Schin pela companhia japonesa.

Essa liminar foi suspendida na terça, 11/10, porque os minoritários da Schin, mesmo possuindo preferência de compra, não efetuaram o depósito similar ao oferecido pela Kirin (RS$ 4 bi). Os japoneses dizem que irão manter os acionistas minoritários em posição estratégica (vai saber até quando, não é?). Lógico que essa disputa judicial ainda vai longe. Aguardamos novos capítulos…

Enquanto isso, será que veremos Kirin nos bares?

 

 

 

 

 

 

Vi no Meio&Mensagem

Hope e as mulheres que não podem ser sexys

Quem aí não viu o comercial da Hope com a modelo Gisele Bündchen mostrando como se deve dizer uma notícia ruim ao marido, usando apenas uma lingerie? (Que notícia ruim?). A Secretaria de Políticas para Mulheres (SPM) enviou ofício ao CONAR – Conselho Nacional de Autoregulamentação publicitária pedindo a suspensão do comercial da Hope com a modelo Gisele Bündchen. A empresa chegou a enviar uma nota explicando que a intenção era usar o humor para mostrar a sensualidade da mulher brasileira.

Eu, particularmente, achei o comercial muito bom. E não vi a mulher sendo diminuída. Pelo contrário! Eu vi a mulher usando a inteligência para colocar o homem onde ela quer, mesmo tendo uma notícia ruim para dar. Simplesmente usando uma lingerie. Imaginem o malabarismo que nós, homens, temos que fazer para dar uma notícia ruim às nossas mulheres? Homens, reconheçamos, as mulheres comandam!

“Ah, mas o comercial mostra a mulher usando o corpo para conseguir o que quer”… Eu vejo a mulher usando a inteligência e sabendo aproveitar o que tem para “dobrar” os homens. E cá entre nós, homens, quem iria ligar para a notícia ruim?

Mulheres, leitoras desse blog: vocês se sentiram diminuídas com esse comercial?

Keep walking, Brazil.

“O gigante não está mais adormecido. Keep Walking, Brazil”. Uma mensagem diretamente para o Brasil. A marca de whisky escocês mandou uma mensagem para ressaltar a importância cada vez mais crescente do nosso país tupiniquim no cenário mundial. Isso é inédito na comunicação da marca, como afirmam a Meio & Mensagem. O Brasil é o maior consumidor de whisky Red Label Johnnie Walker e segundo maior consumidor incluindo os outros produtos da marca. O comercial mostra o morro do Pão de Açúcar se levantando e caminhando em direção ao mar. Uma alusão ao “do Brasil para o mundo” para mim.

Uma campanha inédita para a marca e emblemática para o Brasil. Mostra mesmo a grande importância que o país está tomando no mundo. Temos de ter essa consciência de que o país é um grande player mundial e devemos tornar nosso Brasil cada vez mais competitivo. O comercial é muito bom!

Envie seu currículo (Linkedin)

Não deve mais ser novidade para as novas gerações engajadas nas redes sociais virtuais ou mídias sociais (que são virtuais). Aliás, deveria ser regra para toda e qualquer contratação. Para quem ainda acha que não deve se preocupar com o que escreve na intenet:

Senta-se a mesa, o candidato, trajado adequadamente para uma entrevista de emprego. Com aquele nervosismo característico quando se depara com novos desafios. O responsável pela área de RH da organização traz consigo o currículo do candidato e o profile do Linkedin desse candidato. Fala ao candidato que leu o blog dele e comenta o quanto as redes sociais virtuais mostram quem nós somos.

Pronto! Está instaurado que o responsável pelo RH daquela organização leu/lê o que você escreve na internet. E agora? Qual a avaliação que você faz sobre o que você escreve na internet? Você é bem visto ou não? Qual a avaliação que as pessoas fazem sobre suas opiniões expostas na web?

No seu profile do Linkedin você posta sobre o que? Mantém seus dados atualizados? É recomendado por pessoas que já trabalharam com você? Você posta sobre a sua área de atuação? Você posta sobre áreas de atuação que você gostaria de trabalhar? Você conecta sua conta do twitter no linkedin? Fala besteira no linkedin ou usa ele como deve ser usado, profissionalmente? Mantém os contatos organizados ou somente é mais uma rede social virtual para não ficar de fora das novas ondas? Conecta o seu blog no linkedin? O seu blog reflete a sua área de atuação? Participa de grupos no linkedin? Interage com eles? Interage com grupos que abordam temas de seu interesse profissional? Não se engane, tudo o que você escreve será relevante um dia, em algum momento da sua vida. Tanto positivamente quanto negativamente. Você pode criar uma expectativa que não irá atender, ou “mostrar” alguém que realmente não és. Reflita…

Se eu estiver sentado do lado do RH de uma organização e você estiver concorrendo a um cargo em minha empresa, pode ter certeza que estarei com o seu profile do linkedin impresso em minhas mãos e terei, ao menos algumas vezes, lido o que você escreveu/escreve na internet (blog, linkedin, facebook, twitter e afins…). Isso será relevante para minha organização. Poderei conhecer mais o candidato. Poderei conhecer mais sobre você.