Arquivo da categoria: Cinema

Por Fernando Santos

Portal – Live action short film

Conhecem o jogo portal? Aquele de ação/puzzle? Eu já conhecia, mas ainda não havia jogado. Aproveitei uma promoção na Steam e comprei logo o 1 e o 2. Começo a jogar e me perco nas horas. Gosto muito de puzzles e quando enfrento um que não resolvo facilmente, fico jogando até conseguir. Pois bem, lançaram um curta-metragem baseado no jogo. Ficou muito bom! Aproveitem aí…

Vi no Cinema com Rapadura

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Atividade Paranormal 3

É susto na certa!

 

Katie e Kristi, personagens dos dois filmes anteriores, ainda estão crianças quando sua mãe Julie e seu companheiro Dennis percebem que uma delas possui uma entidade como amiguinho.

Como disse no início, mesmo que você já tenha visto os dois primeiros filmes, e até o filme Atividade Paranormal Tókio, não vai evitar levar uns bons sustos. A agonia em saber se vai levar um susto e procurar algo fora do comum nas cenas continuam, e em algumas delas até mais intensas. O diferencial dos filmes anteriores são os diálogos cômicos que, nos anteriores parecia não existir e neste rejuvenesce dando mais uma força ao filme de formato já conhecido (e assim cansando).

As cenas de tensão, famosas do filme, ficam de certa forma melhores. Derivado supostamente pelo conhecimento em manusear e enquadrar as câmeras pelo criativo Dennis. Ele idéia dele de usar o ventilador deu um diferencial bem legal neste episódio.

Porém, particularmente senti que faltou algo no final. Ainda não decidi se achei fraco ( bem mais fraco que o final de AP 2), ou se faltou algumas perguntas serem respondidas. Talvez sejam as duas coisas afinal. E como um diretor da Paramount já falou que “não vê o porquê de não se fazer mais Atividade Paranormal”, essas perguntas possam ser respondidas no próximo capítulo da série assim como esse respondeu logo de cara algumas pontas soltas dos filmes anteriores.

Gigantes de Aço

Um filme que relata a história de um pai, que nasce DEPOIS do filho!!!

 

Num futuro próximo, a sede de sangue dos humanos força os esportes de luta a ir a um novo nível. Adicionando ao caldeirão, com o avanço da robótica, temos o ingrediente que faltava: robôs. Mais precisamente, robôs boxeadores. Charlie Kenton (Hugh Jackman) é um treinador de robôs (se é que pode ser chamado assim) em decadência, levando seus lutadores para o combate no submundo. Charlie então descobre que possui um filho de 11 anos que, ao descobrir o que o pai faz, se junta a ele com o objetivo de alcançar o sucesso.

Particularmente acho que esse é o primeiro filme que vejo do Hugh Jackman fazendo algo errado. E quando digo errado, digo realmente errado. Charlie é irresponsável de várias formas, até conhecer seu filho de 11 anos, Max (Dakota Goyo, fazendo seu papel muito bem) que (acredite) literalmente bota o ex-boxer nas cordas. Mas o toque cômico sutil faz com que o desenrolar da relação destes dois não canse junto à dose de adrenalina das lutas, que chegam até a empolgar algumas pessoas.

Atom, o robô encontrado por Max é o responsável pelo crescimento na carreira dos dois. Uma pena, aliás, por que o nome dele deveria ser Rocky. Mas vamos ficar quieto quanto a isso. (editor dando um mega sorriso ao ler isso).

"Toma isso! Seu monte de ferro retorcido!" hmm, tááá.

Mas o que tem mesmo neste filme é óleo jorrando. E como todo mundo é fã de ação, ninguém reclama dos robôs se socando, amassando e se despedaçando. Logo, Gigantes de Aço cumpre seu papel de entreter a quem vai ao cinema.

Os Três Mosqueteiros

Nem preciso explicar a história deles, preciso?! Dos três, que não são três, são quatro? Ah…

 

D’Artagnan (Logan Lerman), com um penteado que ainda não consegui descrever, é um jovem espadachim com objetivo de se tornar um mosqueteiro, assim como seu pai um dia foi. Ao chegar a Paris, acaba conhecendo de forma rápida e imprudente, Athos (Luke Evans), Porthos (Ray Stevenson) e Aramis (Matthew MacFadyen). Estes, acabam se juntando para terminar com as armações do Cardeal Richelieu (Christoph Waltz), que comanda Milady (Milla Jovovich) e Rochefort (Mads Mikkelsen) para então tomar o poder de um rei bobão.

E o que mais tem neste Os Três Mosqueteiros é espada voando em direção ao público, o que de fato fica bem legal nas cenas de combate. Porém, o que tem, até demais, neste filme são explosões e malabarismos dignos de um belo Popcorn movie dos tempos modernos. Aliás, quem ia imaginar nesta época existir navios que navegam… os ares(??)

"Um por todos! Todos por COF cof cof...."

Reviravoltas e cenas de alívio cômico estão bem mais freqüentes neste do que em muitos outros filmes de ação. A maioria destas cenas são de responsabilidade do Porthos e Planchet, servo dos mosqueteiros. Ray Stevenson, aliás, anda se especializando em “coadjuvantes cômicos”. Fez papel parecido em Thor e Roma, sendo este muito bem feito.

O Diretor Paul W.S. Anderson parece que gosta de ação, destruição, batalha, tiros, gritos de coragem e glória e tudo mais, mas deixa um quê da história ausente. Ele tanto gosta de estripulias que bota sua mulher (Milla) pra fazer malabarismos estranhamente parecidos com Resident Evil, ao qual já produziu a série toda. A diferença? Essa parte se faz diferente entre sexos: As mulheres vão ver o cabelo, os vestidos e espartilhos que Milady usa. Já os homens vão olhar pra outras curvas… Curvas que o próprio diretor gosta… ENFIM, não vamos nos ater a estas partes.

Para evitar a tomada de poder do cardeal, uma vingança sobre um coração partido, máquinas de guerra, glória, proteção do rei e sua rainha, e claro o amor de uma dama, Os Três Mosqueteiros nos dá uma aventura agradável de ver. Os olhos menos críticos aproveitem a trama, o visual moderno e para alguns o atrativo 3D e claro a diversão. Diversão que, fica tão claro quanto a luz ao final do filme, se depender deles haverá mais continuações aí. Provavelmente na esperança de que seja mais uma franquia de sucesso. Mas pra ser uma franquia de sucesso, ainda precisa melhorar em alguns aspectos.

Bom filme!

O Homem do Futuro

Por que navegar pelo tempo nunca foi tão fácil.

Um brilhante cientista muito humilhado em seu passado, trabalha em busca uma nova fonte de energia. Porém, o experimento da nova fonte de energia o leva a uma viagem ao seu passado, no exato dia de sua grande humilhação. Quando percebe que tem a oportunidade de mudar seu futuro,  Zero (Wagner Moura) não hesita em fazê-lo. Porém, percebe que mexer no passado pode não trazer o desejado futuro.

Muita gente não gosta de filme nacional. Talvez seja pelas produções com finais esperados, ou pelo simples fato de ser nacional. O Homem do Futuro é um dentre estes novos filmes que demonstra a grande qualidade do cinema nacional, a começar pela qualidade de atuação e diversidade de Wagner Moura.

Vale dar uma olhada no Site Oficial.

O Homem do Futuro brinca de viagens no tempo, sem complicação, sem lero lero. E quando você pensa que o filme já acabou, ele ainda tá na metade. O que aliás, é ótimo!

Porém, forçar os mesmos atores do presente, serem os jovens de 20 anos antes, é meio complicado. Gabriel Braga Nunes com suas rugas enquanto faz seu papel jovem é meio complicado, e o papel de Alinne Morais sequer mudou algo durante 20 anos.

Mas, entre gagueiras, tapas na cara, e viagens no tempo, o que se fica pensando depois de ver esse filme é a frase “Somos tão jovens… Tão jovens…”.

Tempo Perdido, do Legião Urbana gruda na cabeça quando é cantada assim, como hino.

Cowboys & Aliens

Quase um Jason Bourne do Faroeste.

Cowboys & Aliens conta a história de um estranho desmemoriado que chega a cidade de Absolution,controlada pelo impetuoso Coronel Dolarhyde. Neste mesmo momento, a cidade é atacada por naves espaciais de alta velocidade, capturando pessoas, e espalhando destruição. Aos poucos o pistoleiro vai recuperando a memória, relevendo quem ele é e de onde veio, percebendo que detém um segredo que pode dar uma chance a cidade.

Começei o texto fazendo paralelo com Jason Bourne, da Trilogia Bourne (A Identidade Bourne, A Supremacia Bourne e O Ultimato Bourne), por que achei “incrível” o fato dele acordar no meio do nada, e já saber se defender de alguma maneira. Depois você se lembra de Guerra dos Mundos.

É como andar de bicicleta.

Tiroteios, briga de bar, naves, ouro, bandidos, cavalos, pulseira alien, naves espaciais, índios.. São algumas das ferramentas desse choque de dois mundos. Pode ser meio estranho para as pessoas, misturar dois mundos tão distantes entre si: O amarelado, e sujo do faroeste, com todos os seus Saloons, pistoleiros e brigas, com o Chumbo escuro de formas estranhas. E essa imagem, realmente ficou estranha. Ver um verdadeiro “bang bang” além da imaginação, onde sangue humano e aliénigena quase se misturam, Cowboys & Aliens se perde na oportunidade de mostrar a quantidade de possibilidades que um evento desse pode criar na mente das pessoas.

Ao decorrer do filme, tudo vai ficando mais fácil, até previsível algumas vezes, para um filme de ação que mais conta a história, do que mostra. Se é que pode se dizer assim.

Sam Rockwell, que personifica um dono de bar, fica responsável pela parte cômica do filme de Jon Favreau, que também dirigiu Homem de Ferro 1 e 2 além representar, com classe, um papel de mesmo objetivo. A participação de Rockwell aliás, foi pequena. Talvez o motivo seja o fato de tantos roteiristas terem “metido seus dedinhos” no script do filme. Cada um correndo para um lado, dando em lugar nenhum.

Mas o filme não é um desastre como você imagina. Para alguns, é “um filme pipoca” daqueles que você não perde a viagem e o dinheiro ao cinema. Entreterimento de gosto amplo, afinal.

Um posssível fato engraçado é que, ao final do Filme, você provavelmente irá se perguntar se é realmente bom para as pessoas, ou não, ser abduzido por alienígenas.

Apollo 18

Maick: Vocês repararam nas alterações do blog? Viram que o nome do blog mudou? Passou a ser “Que caixa?” para representar ideias “fora da caixa” em administração, política, ciência, internet e por aí vai. Além do nome, o blog alistou (através de pressão e ameaças) o meu amigo Fernando Santos, vulgo @nandosantos, para dar suas opiniões sobre cinema com filmes em cartaz ou não. E ele já está dando as caras por aqui. Recebam ele com palmas efusivas…

Fernando: Quem é que não gosta de uma teoria da conspiração, não é verdade?

A teoria do filme se baseia entre bases extraterrestres, tecnologias avançadas, perigos radioativos e biológicos.

Apollo 18 – A Missão Proibida, como foi chamado aqui no brasil, conta a história de uma missão, nunca oficializada pela NASA, à lua feita por dois astronautas com objetivo de espionar os russos. Porém, no decorrer da missão, esses começam a presenciar estranhos acontecimentos, nos mostrando o porquê de nenhum humano jamais ter ido à lua desde a Apollo 17, em dezembro de 1972.

Ao estilo “Cloverfield”, o filme (quem não estiver acostumado ou preparado, pode enjoar com os tremeliques da câmera dos astronautas) tem “um quê” de Atividade Paranormal, com toda aquela tensão de cenários vazios, esperando que algo vá acontecer. Algumas, de fato acontecem.

Mas a empolgação para por aí. (ATENÇÃO, CONTÉM SPOILER)

Não vá vê-lo se espera ver uma trama bem montada, efeitos visuais de alta qualidade ou algum ator conhecido. Lá pelo meio do filme você já esqueceu a história de cada um. Além do fato de algumas cenas serem meio fora da verdade. Meio forçadas, tipo: Por que não deram uma lanterna descente pro astronauta ao invés do que parece ser um flash de câmera? Ferramentas forçadas, deixam o filme cansativo.

Porém, pra que discutir coisa deste tipo, se muitas das pessoas que vão/foram ver este filme estão mais afim de curtir uma emoção diferente das comédias românticas? Se forem mais críticos que isso, terão problemas.

Como a própria trama, o filme é uma viagem. Mas que é sempre bom conhecer um outro ponto de vista da mesma teoria.

O site oficial: Apollo 18

Harry Potter e as relíquias da morte – Parte 2

Sexta-feira que vem, dia 15/07/2011, estréia a parte 2 do final da série.  Taí um filme que com certeza vou assistir. Não na estréia (minha irmã deve ter conseguido ingresso para a estréia). Pela história, pelos efeitos, pela série. Vai ser um filmaço! Curtam os trailers oficiais.

Um adendo: Ontem começou a maratona Harry Potter nos cinemas Cinemark (RJ e SP) com exibição de todos os filmes (um por dia) até o dia 13, véspera da pré-estréia da parte 2 da final da série. Sensacional, pena ser somente nessas duas cidades.

Christopher Reeve, o verdadeiro Superman (em 3D)

Uma animação em 3D (by Francesco Accattatis) para homenagear Christopher Reeve, o verdadeiro Superman. Justíssima! Merecidíssima!

Fonte: Cinema com rapadura

Filmes II Guerra Mundial

O filme da semana, indicado nos comentários do primeiro post, é uma das obras-primas de Quentin Tarantino:

Once upon a time in a Nazi occupied France…

Como um bom filme de Quentin Tarantino, Inglourious Basterds tem as características marcantes do cineasta, como: letras garrafais pulando na sua cara em cores fortes, trilhas sonoras que parecem não se encaixarem com as cenas, mas que mesmo assim se tornam parte do filme de forma incrível, idiomas corretos dos países onde está acontecendo as cenas e sangue, muito sangue. Muito sangue! Apesar de já ter assistido a esse filme, segui a recomendação de uma amiga e, ao assisti-lo novamente, tentei olhar por outra perspectiva, capturando detalhes antes não percebidos.

Bastardos Inglórios está situado na II Guerra Mundial (deu pra perceber pelo título do post, né Maick?), mais precisamente na França ocupada pelos nazistas. Já me chama atenção no filme, a tentativa de mostrar a população tentando levar suas vidas de forma normal, andando pelas ruas como se não houvesse acontecido nada. Um grupo de judeus-americaos, liderados pelo Tenente Aldo Rayne, possuem a missão de torturar os nazistas e levar medo a quem levava medo à humanidade. No país, a atuação das forças militares alemãs: como a SS que “cuidam” de tudo e de todos que por ali passam. E no filme isso fica muito bem claro.

A SS, Schutztaffel que em português significa “Tropa de proteção”, era a unidade de elite de Hitler. Inicialmente, a SS era uma organização paramilitar que, por sua independência, chegava até a ameaçar Hitler. Sob o comando de Heinrich Himmler (1929 – 1945), a SS cresceu e chegou a ter um exército próprio, independente do exército alemão e incorporou outras organizações militares, como a Gestapo (serviço secreto alemão) além de controlar os campos de concentração. Ligada ao partido nazista, conseguiu exercer uma grande força política no Terceiro Reich, pois a quantidade de soldados chegava em torno de um milhão, selecionados pela sua “pureza racial”. Um detalhe a mais: a SS possuía seu próprio uniforme:

Esse prelúdio todo para falar sobre o personagem que mais se destaca no filme Bastardos Inglórios: o Coronel Hans Landa, interpretado pelo ator Christopher Waltz (Cannes – 2009; Globo de Ouro – 2010; Oscar – 2010)

Cruel, impiedoso, frio, calculista, mas extremamente inteligente. Sem dúvida é o personagem que mais se destaca em todo o filme. Seja pela sua audácia, seja pela crueldade, e muito mais pela inteligência que possui. Não compartilha das ideias nazistas, apenas trabalha para o partido nazista e faz, como ele mesmo diz, muito o bem o seu trabalho que é localizar pessoas, pois se entitula como um detetive. Tarantino diz que o personagem foi o que ele melhor inventou em toda a sua carreira e o diretor do filme afirmou que o ator deu de volta à Tarantino o filme, pela brilhante atuação.

O filme mostra um dos possíveis fechamentos da II Guerra Mundial com uma emboscada à Hitler e a todo o alto comando nazista, como de fato houve várias tentativa para isso, mas na realidade nenhuma obteve sucesso.

Eu fecharia o filme, se é que posso ter a pretensão de dizer isso, da seguinte forma: após o Tenente Alto Rayne entalhar a suástica na testa do Coronel Hans Landa, gostaria de ver, anos depois, o Coronel, em seu refúgio acertado no acordo, com a testa marcada com a suástica e letras garrafais vindo em sua direção com o título do filme: Bastardos Inglórios!

Os próximos filmes da lista serão: A Conquista da Honra e Cartas de Iwo Jima, indicados no último post. Indiquem mais nos comentários.

Fonte: Artilharia Cultural e Wikipédia