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Gigantes de Aço

Um filme que relata a história de um pai, que nasce DEPOIS do filho!!!

 

Num futuro próximo, a sede de sangue dos humanos força os esportes de luta a ir a um novo nível. Adicionando ao caldeirão, com o avanço da robótica, temos o ingrediente que faltava: robôs. Mais precisamente, robôs boxeadores. Charlie Kenton (Hugh Jackman) é um treinador de robôs (se é que pode ser chamado assim) em decadência, levando seus lutadores para o combate no submundo. Charlie então descobre que possui um filho de 11 anos que, ao descobrir o que o pai faz, se junta a ele com o objetivo de alcançar o sucesso.

Particularmente acho que esse é o primeiro filme que vejo do Hugh Jackman fazendo algo errado. E quando digo errado, digo realmente errado. Charlie é irresponsável de várias formas, até conhecer seu filho de 11 anos, Max (Dakota Goyo, fazendo seu papel muito bem) que (acredite) literalmente bota o ex-boxer nas cordas. Mas o toque cômico sutil faz com que o desenrolar da relação destes dois não canse junto à dose de adrenalina das lutas, que chegam até a empolgar algumas pessoas.

Atom, o robô encontrado por Max é o responsável pelo crescimento na carreira dos dois. Uma pena, aliás, por que o nome dele deveria ser Rocky. Mas vamos ficar quieto quanto a isso. (editor dando um mega sorriso ao ler isso).

"Toma isso! Seu monte de ferro retorcido!" hmm, tááá.

Mas o que tem mesmo neste filme é óleo jorrando. E como todo mundo é fã de ação, ninguém reclama dos robôs se socando, amassando e se despedaçando. Logo, Gigantes de Aço cumpre seu papel de entreter a quem vai ao cinema.

Os Três Mosqueteiros

Nem preciso explicar a história deles, preciso?! Dos três, que não são três, são quatro? Ah…

 

D’Artagnan (Logan Lerman), com um penteado que ainda não consegui descrever, é um jovem espadachim com objetivo de se tornar um mosqueteiro, assim como seu pai um dia foi. Ao chegar a Paris, acaba conhecendo de forma rápida e imprudente, Athos (Luke Evans), Porthos (Ray Stevenson) e Aramis (Matthew MacFadyen). Estes, acabam se juntando para terminar com as armações do Cardeal Richelieu (Christoph Waltz), que comanda Milady (Milla Jovovich) e Rochefort (Mads Mikkelsen) para então tomar o poder de um rei bobão.

E o que mais tem neste Os Três Mosqueteiros é espada voando em direção ao público, o que de fato fica bem legal nas cenas de combate. Porém, o que tem, até demais, neste filme são explosões e malabarismos dignos de um belo Popcorn movie dos tempos modernos. Aliás, quem ia imaginar nesta época existir navios que navegam… os ares(??)

"Um por todos! Todos por COF cof cof...."

Reviravoltas e cenas de alívio cômico estão bem mais freqüentes neste do que em muitos outros filmes de ação. A maioria destas cenas são de responsabilidade do Porthos e Planchet, servo dos mosqueteiros. Ray Stevenson, aliás, anda se especializando em “coadjuvantes cômicos”. Fez papel parecido em Thor e Roma, sendo este muito bem feito.

O Diretor Paul W.S. Anderson parece que gosta de ação, destruição, batalha, tiros, gritos de coragem e glória e tudo mais, mas deixa um quê da história ausente. Ele tanto gosta de estripulias que bota sua mulher (Milla) pra fazer malabarismos estranhamente parecidos com Resident Evil, ao qual já produziu a série toda. A diferença? Essa parte se faz diferente entre sexos: As mulheres vão ver o cabelo, os vestidos e espartilhos que Milady usa. Já os homens vão olhar pra outras curvas… Curvas que o próprio diretor gosta… ENFIM, não vamos nos ater a estas partes.

Para evitar a tomada de poder do cardeal, uma vingança sobre um coração partido, máquinas de guerra, glória, proteção do rei e sua rainha, e claro o amor de uma dama, Os Três Mosqueteiros nos dá uma aventura agradável de ver. Os olhos menos críticos aproveitem a trama, o visual moderno e para alguns o atrativo 3D e claro a diversão. Diversão que, fica tão claro quanto a luz ao final do filme, se depender deles haverá mais continuações aí. Provavelmente na esperança de que seja mais uma franquia de sucesso. Mas pra ser uma franquia de sucesso, ainda precisa melhorar em alguns aspectos.

Bom filme!