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Ontem, hoje ou amanhã?

“As criaturas de fora olhavam de um porco para um homem, de um homem para um porco e de um porco para um homem outra vez; mas já era impossível distinguir quem era homem, quem era porco.” (ORWELL, G. 1943)

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PSD, DEM e a Ditadura Militar

A briga entre o neófito PSD e o DEM, desde o surgimento do novo partido, está tomando conta dos principais jornais e blogs políticos do País.

Toda a discussão se dá pelo fato do PSD, na sua maioria, ser formado por dissidentes do DEM, o que estaria causando a ira da cúpula do partido, uma vez que este estaria se enfraquecendo com a perda de tantos nomes.

Mas, com todo o respeito, qual a diferença entre os dois partidos na prática? Como já falei em outra postagem, o neófito é homônimo de um partido que, juntamente com a Frente Liberal (que virou PFL, que hoje é DEM) apoiou a Aliança Renovadora Nacional (ARENA), sustentáculo da ditadura militar no pós-AI-2, quando foi instituído o bipartidarismo no país.

O DEM, por sinal, quando conhecido por outro nome, foi um dos, se não o principal, partido de apoio à ditadura militar. O seu atual presidente, Senador José Agripino, foi prefeito de Natal em 1979, em plena Ditadura Militar, indicado por Lavoisier Maia, seu primo. Vale salientar que Lavoisier foi nomeado governador biônico do estado do Rio Grande do Norte pela ditadura militar, apoiado por Tarcísio Maia, pai de Agripino e correligionário de Lavoisier.

Tarcísio Maia, pai de José Agripino, também já foi governador biônico do Rio Grande do Norte, sendo indicado pelo General Golbery do Couto e Silva, com o apoio decisivo de Aluízio Alves. A escolha se deu em 1974, em pleno período conhecido como “Anos de Chumbo” do regime militar.

Nesta época, milhares de brasileiros foram mortos e torturados pela ditadura. Dentre eles, muitos norte-riograndenses como Luiz Maranhão e Emmanuel Bezerra dos Santos.

Não se pode negar que José Agripino surgiu na política potiguar graças a Ditadura Militar, tão pouco que o partido que lidera foi sustentáculo deste regime. O senador pode até renegá-la, mas o seu passado está registrado na infame história política do País.

PSD, DEM e a Ditadura Militar… Será que realmente queremos ser representados por esses grupos?

Indico o artigo de Antônio Capistrano: José Agripino e a Ditadura Militar.

PSD nasce como o terceiro maior da Câmara

O Partido Social Democrático (PSD) já nasce grande na Câmara Federal, contabilizando hoje 54 Deputados, ultrapassando os 52 do PSDB. Ficando atrás apenas do PT (87 Deputados) e do PMDB (80 Deputados).

Criado pelo Prefeito Gilberto Kassab, o partido recebeu filiações de dissidentes do DEM (antigo PFL e ARENA), PP, PMDB, PSDB, PTB PPS. Uma curiosidade sobre o novo partido é que este é homônimo de um outro partido extinto pelo AI-2, que deu origem ao ARENA, juntamente com membros da União Democrática Nacional (UDN) e outras legendas de menor expressividade, sendo sustentáculo da ditadura militar.

O (novo?) partido já nasce com viés ideológico duvidoso, ainda não se sabe se será base governista ou oposicionista, uma vez que recebe filiados das duas bases.

Será que a população brasileira irá apoiar um partido recriado por dissidentes do DEM, antigo PFL, que foi PL, que foi ARENA, que foi PSD e que foi SUSTENTÁCULO da DITADURA MILITAR?

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